
Tensão Explosiva: Conflito entre Chega e Estudantes de Direito Culmina em Intervenção Policial!
No dia 2 de abril, a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa foi palco de um incidente envolvendo a juventude do partido Chega, liderada pela deputada Rita Matias. O grupo foi acusado de intimidar dois estudantes durante uma ação de distribuição de panfletos e a fixação de cartazes no campus, evento que não contava com a autorização da administração da faculdade nem da associação acadêmica.
De acordo com a denúncia feita por representantes da associação acadêmica, os militantes do Chega cercaram um estudante e se comportaram de maneira hostil, fazendo comentários depreciativos sobre sua aparência. O motivo do tumulto foi a tentativa dos estudantes de retirar os cartazes que o partido havia colado, ação que foi considerada pelos militantes do Chega como uma tentativa de coação.
A direção da faculdade confirmou que o Chega não tinha permissão para realizar essa atividade no espaço acadêmico. Contaram ainda que a associação acadêmica não havia dado autorização para a distribuição de material político, que foi implantada sem qualquer solicitação prévia. A situação escalou a ponto de agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) serem chamados ao local. A juventude do Chega, em seu comunicado, mencionou que Rita Matias buscou a intervenção policial para identificar os estudantes e garantir que continuassem afixando sua propaganda.
Relatos indicam que, durante a intervenção da polícia, a deputada alegou ter sido agredida e ameaçada, e destacou que estava enfrentando uma “discriminação partidária”. Nesse momento, dois alunos foram identificados pela polícia, enquanto alguns colegas e professores se reuniram para defendê-los.
O incidente levantou críticas sobre o comportamento de Matias, que foi descrito como provocador durante o processo de identificação dos estudantes. A associação acadêmica manifestou sua insatisfação, salientando que a presença de militantes políticos solicitando a intervenção policial em uma instituição de ensino não é uma prática usual e saudável.
A associação também ressaltou que, apesar de não ser apolítica, a faculdade é um espaço apartidário, onde regras sobre a afixação de cartazes devem ser respeitadas. O comportamento da líder do Chega foi amplamente repudiado, e a associação se comprometeu a aguardar uma declaração da faculdade sobre o ocorrido, que destacará as normas a serem seguidas em relação à divulgação de material político.
Os acontecimentos geraram um debate sobre a liberdade de expressão e os limites da atuação política dentro do ambiente acadêmico, além de uma reflexão necessária sobre as práticas de respeito mútuo entre diferentes correntes ideológicas. O tema ainda será discutido pela administração da faculdade, que deverá emitir um comunicado sobre as diretrizes a serem seguidas por todos os alunos e organizações dentro do campus.