
Escândalo na Faculdade de Direito: Estudantes Denunciam Manipulação de Forças de Segurança em Incidente Polêmico!
Estudantes de Direito da Universidade de Lisboa expressaram preocupações sobre a conduta da deputada Rita Matias durante uma recente ação da Juventude do Chega na Faculdade. O incidente ocorreu na quarta-feira, quando membros dessa juventude, acompanhados pela deputada, estavam distribuindo folhetos e afixando cartazes sem a devida autorização da instituição.
Segundo relatos da Associação Acadêmica da Faculdade de Direito de Lisboa, a distribuição de materiais foi interrompida por um estudante, que, ao retirá-los, gerou uma reação negativa dos simpatizantes do partido. O estudante explicou que era necessária a autorização da associação para tal ação e, em resposta, teria sido intimidado por algumas pessoas presentes.
Após confrontos verbais, a deputada solicitou a intervenção da Polícia de Segurança Pública (PSP), que levou à identificação de dois alunos. Durante esse processo, acompanhados por professores, os estudantes sentiram que a atitude da deputada foi provocativa e interferiu nas atividades da polícia, levantando preocupações sobre a legalidade da sua solicitação.
Os representantes estudantis criticaram a ação, afirmando que sob uma democracia, é inaceitável que estudantes sejam identificados pela polícia a pedido de um membro do Parlamento, quando isso não tinha respaldo legal. A acusação de que a deputada estaria utilizando as forças de segurança para fins políticos também foi levantada, sugerindo que essa abordagem poderia configurar uma tentativa de impor lições morais a outras facções.
Em resposta, a deputada compartilhou em suas redes sociais que a Juventude do Chega foi à Faculdade para distribuir panfletos e que os estudantes que intervieram acabaram por danificar o material e ofender seus companheiros. Ela argumentou que, com a presença das autoridades, foi apropriado solicitar a identificação dos envolvidos, afirmando que a impunidade não deve prevalecer.
A Faculdade de Direito confirmou que a atividade da Juventude do Chega não tinha autorização prévia e destacou que não solicitou a intervenção da polícia, alinhando-se à sua cultura institucional. A administração da instituição está atualmente avaliando a situação para determinar os próximos passos e planeja emitir uma declaração oficial em breve.
A questão foi levada ao conhecimento das autoridades competentes, mas até o momento não houve resposta sobre a intervenção da PSP. As preocupações sobre o papel e a responsabilidade das forças de segurança em ambientes acadêmicos permanecem relevantes, especialmente diante de situações onde a liberdade de expressão e a legalidade se cruzam.